Quarta-feira, Outubro 14, 2009

STOP Patologização Trans 2012


17 de Outubro, 15H, Largo de Camões

LANÇAMENTO PÚBLICO
STOP PATOLOGIZAÇÃO TRANS 2012LUTA PELOS DIREITOS DE TRANSEXUAIS, TRANSGÉNEROS E INTERSEXUAIS:

- Exigimos a retirada da transexualidade dos manuais de doenças mentais (DSM-TR-IV e CID-10).
- Fim da transfóbica classificação da transexualidade como doença mental pelos sistemas de saúde.
- Repensar urgente do programa de “tratamento da transexualidade”: aim da OBRIGATORIEDADE de acompanhamento psicoterapêutico e avaliação psiquiátrica.
- Acesso à assistência médica e tratamento hormonal e cirúrgico pelos serviços públicos de saúde às pessoas trans que o procurem.
- Inclusão da “identidade de género” no artigo 13º da Constituição da República.
- Lei da Identidade de Género.
- Direito a alterar o nosso nome e sexo em todos os documentos oficiais sem ter que passar por nenhuma avaliação médica, nem psicológica, ou por tratamento obrigatório ou diagnóstico.- Concessão imediata de asilo político às pessoas trans imigradas que chegam ao nosso país fugindo de situações de violência extrema.
- Direito à mudança de nome e sexo nos documentos de identificação sem tratamento obrigatório ou diagnóstico, ou qualquer avaliação médica ou judicial.
- Fim do parecer obrigatório da Ordem dos Médicos sobre os processos de transexuais.- Fim das operações a recém-nascidxs intersexo.
- Fim da esterilização obrigatória de transexuais masculinos.
- Combate às dificuldades e discriminação no acesso ao mercado laboral pelas pessoas transexuais e transgéneros.
- Condições dignas de saúde e segurança para trabalhadores/as sexuais e o fim do assédio policial a que estão sujeitxs, bem como do tráfico sexual.
- Educação e protecção contra a Transfobia.

http://stp2012.wordpress.com/

Sábado, Outubro 10, 2009

Intersexos: Estar à margem do binarismo sexual é "habitar a terra de ninguém"

Lisboa, 09 Out (Lusa)

Nenhum ser humano é exclusivamente feminino ou masculino mas, socialmente, estar à margem do binarismo sexual homem-mulher é como "habitar a terra de ninguém", afirma Ana Sofia Neves, investigadora no Instituto Superior da Maia.Em declarações à agência Lusa sobre a condição da atleta sul-africana Caster Semenya, que será pseudo-hermafrodita, Sofia Neves, doutorada em Psicologia Social, sublinhou que ninguém "é estritamente homem ou estritamente mulher, mesmo que as nossas características bio-genéticas pareçam querer atestar essa ideia do sexo puro".Numa linha de pensamento essencialista, o conceito de "sexo" refere-se a "um conjunto de atributos bio-genéticos que diferencia os machos das fêmeas" mas existe outra noção importante neste quadro, a de "género", que diz respeito a "um leque alargado de representações, expectativas e papéis sociais associado a cada um dos sexos biológicos", explicou.Para a especialista, o sexo é, nesta óptica, "o produto da natureza" e o género "o produto da cultura" - dois aspectos que podem também ser vistos como "categorias sociais e discursivas" constitutivas do corpo e da identidade.Nesse caso, "a ideia de sexo natural passa a ser, em si mesma, uma ideia contestada, já que a instauração da diferença sexual binária [homem/mulher] é apenas uma forma de categorização social, de entre outras possíveis", salientou à Lusa, acrescentando que a categorização poderia ser feita com base noutros referenciais que não os órgãos sexuais.Na sequência destas noções, a docente e investigadora na área das questões de género considera que a referência a "dois ou quatro, ou sete, ou onze sexos é redutora" pois "a tipologia das categorias sexuais é ilimitada".Focando-se no caso concreto de Caster Semenya, cuja condição sexual começou ser investigada na sequência dos resultados obtidos nos mundiais de atletismo de Berlim, Sofia Neves lamentou a forma como o assunto tem sido abordado."O que começou por estar em evidência foi o facto de uma jovem atleta, alegadamente atípica na aparência e nos comportamentos (não feminina portanto), obter, nas provas em que participa, resultados igualmente atípicos para uma 'simples' mulher", assinalou.E a primeira questão foi tentar perceber "se se tratava de um homem a fazer-se passar por uma mulher (já que dificilmente uma mulher 'comum' seria capaz de tais feitos desportivos) ou se, por outro lado, se tratava de uma 'super-mulher' (uma mulher de excepção que, por razões desconhecidas mas provavelmente estranhas, se evidencia das outras mulheres)", reforçou.Para Sofia Neves, que está a organizar um seminário sobre Género e Ciências Sociais, previsto para 4 e 5 de Dezembro, até agora os testes efectuados a Caster Semenya vão apenas no sentido de "apurar a 'verdadeira condição sexual' da jovem a partir de meros indicadores bio-genéticos"."Não me parece que, em algum momento, o assunto tivesse sido tratado à luz das questões da identidade desta jovem, tal qual ela a percepciona", lamenta.Assim, "ter uma dupla condição sexual ou ter uma 'anomalia sexual' (como habitualmente o hermafroditismo é designado) serve como um atestado de despersonalização, já que a identidade passa - para quem a avalia de fora - a ser um conceito aparentemente difuso ou improvável", acrescenta.Ora, "não se sendo unicamente homem e não se sendo unicamente mulher, então questiona-se o lugar de pertença das pessoas", acabando o crivo social por "mostrar a estas pessoas que elas pertencem a um não-lugar, como se estar à margem do binarismo sexual (homem-mulher) significasse habitar a terra de ninguém", conclui.O sexólogo Francisco Allen Gomes complementa que é necessário tacto na forma como se designam as pessoas num estado de intersexualidade, pois "com muita facilidade se estigmatiza" e "as palavras ferem".Ex-chefe de serviço de Psiquiatria dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foi responsável pela consulta de Sexologia até à sua aposentação, em 2001, Allen Gomes questiona a forma como a condição de Caster Semenya está a ser avaliada e considera excessiva a exposição pública da jovem."Vão analisar a atleta para saber se é um homem ou uma mulher? Ela pode ser um XY e ter uma identidade feminina, como pode ser um XX, ter havido uma masculinização por qualquer motivo, e ter uma identidade feminina", declarou."Imaginemos que essa rapariga - porque é uma rapariga - nunca soube da sua situação… Ver, de repente, a sua identidade posta em causa é uma coisa brutalmente traumática, violentíssima", sublinhou.


HSF.Lusa

Terça-feira, Setembro 01, 2009

A ti...meu querido João Antunes


Queria poder escrever hoje um texto longo e belo em tua homenagem. Em homenagem ao activista que foste e que deixou marcas no meu próprio activismo. Mas perdoa-me. Não consigo. A dor da tua perda é lancinante. Não me peças que não chore, que me ria. Não consigo secar as lágrimas e transformá-las em gargalhadas.

Com emoção.
É assim que me quero lembrar de ti e do modo como nos envolvias apaixonadamente nas causas em que acreditavas. A mesma emoção que sempre me fizeste sentir enquanto pudemos estar juntos.

Obrigada por teres feito deste nosso mundinho racista e xenófobo um cantinho melhor, mais democrático e mais justo, onde podemos hoje respirar um pouco mais de igualdade, graças às tuas lutas.

Vou ter muitas saudades tuas...porque eras único...e eu adorava-te...


Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Seminário Interdisciplinar Género e Ciências Sociais

Ficha de inscrição e outras informações no site do ISMAI

Terça-feira, Agosto 25, 2009

A nossa PAIXÃO

Isabel Allende no seu melhor!

Distâncias...

"Politólogos dizem que Cavaco usa alguns vetos para se distanciar do PS e do Governo"
E do povo...diria eu!

Domingo, Agosto 23, 2009

"Gender Test"

Muito em breve, à semelhança do que acontece no atletismo, as mulheres de sucesso terão que provar que não são homens.

Porque a excelência, o poder e a diferenciação (seja ela de que nível fôr) parecem ser atributos exclusivos de determinada combinação de cromossomas!

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Em contagem decrescente...



Em breve serão divulgadas as propostas de comunicação aceites, o programa e todos os procedimentos relativos à inscrição no seminário.

Terça-feira, Julho 07, 2009

Orgulho...


Convite: Seminário Interdisciplinar Género e Ciências Sociais

Convite à apresentação de comunicações no

SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR GÉNERO E CIÊNCIAS SOCIAIS
ISMAI - 4 e 5 de Dezembro de 2009

Objectivos:
O Seminário Interdisciplinar Género e Ciências Sociais tem como objectivo primacial a promoção do encontro e do debate interdisciplinar entre investigadores/as cujos trabalhos se desenvolvam tendo por base um enquadramento de género.Ancorado à Linha de Investigação Género e Performatividades: Identidades culturalmente inscritas, presentemente em curso no Instituto Superior da Maia, este evento científico pretende constituir-se como um palco de reflexão sobre o estado da arte em matéria de Estudos de Género/Feministas e Estudos LGBT/Queer em Portugal, dando-lhes visibilidade e cimentando o seu reconhecimento.

Submissão de propostas de comunicação:
Aceitam-se propostas de comunicação oral nas seguintes áreas temáticas até 25 de Julho de 2009, para o seguinte endereço: asneves@docentes.ismai.pt

1. Violências, processos de vitimação e criminalidade
2. Identidades
3. Sexualidades
4. Epistemologias/Metodologias
5. Cidadania e Direitos Humanos

As propostas (em português ou inglês) deverão obedecer à seguinte estrutura:
Título
Nome do/a autor/a ou autores/as
Resumo de 200-300 palavras
3 palavras-chave
Área temática

A aceitação das propostas será comunicada, por email, até 15 de Setembro de 2009.
O envio dos textos completos deverá fazer-se até 1 de Novembro de 2009.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Adeus...

Pina Bausch

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Escrita livre

Ao sentar-me hoje aqui frente à computadora, dei por mim a respirar fundo e a pensar na falta que me faz a escrita livre.
A verdade é que sinto falta de escrever não academicamente e este blog tem sido, muitas e muitas vezes, uma alternativa à esquizofrenia que caracteriza a era da indexação. Não que não goste da escrita científica: a escrita científica apaixona-me, porque me apaixona a ciência transformada em reflexão e crítica. O que me cansa é o pendor militarista que a enforma. Mais do que isso: cansa-me a imposição dos ritmos e dos tempos e das agendas de produção, o contrário do que para mim significa escrever e que é poder ser livre.

A propósito...

Foram ontem lançadas as actas do congresso feminista 2008...o texto livre que escrevi para a conferência inaugural (e que consta das actas) foi um dos que mais prazer me deu ultimamente...